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Atletas da APAE se preparam para seletiva do Campeonato de Bocha Paralímpica

  • 02/09/2021
Atleta faz uso de calha para dar mais propuls%c3%a3o %c3%a0 bola

Os atletas são: Alexsandro dos Santos, Júlio Cesar Amarante e Mateus dos Santos Damin.

No dia 11 de setembro três atletas da APAE de Passo Fundo irão disputar vagas na Seletiva Estadual da Região Sul, em Portão, para o Campeonato de Bocha Paralímpica. São eles: Alexsandro dos Santos, Júlio Cesar Amarante e Mateus dos Santos Damin. As provas são individuais e contemplam somente o gênero masculino. O evento inicia às 8h com a classificação funcional dos atletas e as disputas acontecem a partir das 13h30, no Centro de Eventos.

Os treinos na APAE estão acontecendo toda quarta-feira. O professor de Educação Física da instituição e também treinador, Alexandre da Luz de Oliveira, conta que os usuários tiveram uma grande evolução desde o último torneio, ocorrido no ano passado. “Estamos nos preparando para fazer uma boa classificação no dia 11. Os atletas têm se dedicado muito e mostrado que, mesmo com limitações, possuem talentos e habilidades. As provas também exigem deles foco, técnica e tática”, destaca. No ano passado Alexsandro chegou na semifinal do campeonato estadual na categoria BC2 (na qual os participantes não podem receber assistência), Júlio competiu até as oitavas de final na categoria BC3 (deficiências muito severas), já Mateus é iniciante em competições.

A bocha paralímpica é praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. Na competição são usadas 13 bolas, sendo seis azuis, seis vermelhas e uma branca (jack ou bolim). Elas são confeccionadas com fibra sintética e pesam cerca de 280g. Os atletas ficam sentados em cadeiras de rodas e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio. Ganha quem lançar mais bolas coloridas perto da branca. Oliveira explica que para os atletas com maior grau de comprometimento, como é o caso do Júlio, é permitido o uso de uma calha para dar mais propulsão à bola. “O Júlio usa um capacete na cabeça com uma agulha na ponta e, de acordo com os seus sinais, eu posiciono a canaleta à sua frente para que ele empurre a bola pelo instrumento com a cabeça”, comenta.

Após a seletiva, os atletas da APAE irão se preparar para a etapa regional do bocha paralímpica.


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